quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MATERIAL I


Toda casa guarda cômodos imaginários. Abrigos secretos para os devaneios de seus habitantes.

Toda casa guarda corredores infinitos, onde as relações que não se estabelecem se tornam visíveis diante de um devir, seja ele de encontro ou de travessia. É nos corredores que se penduram as faces.

Toda casa guarda um sótão, refúgio da solidão, onde estão os objetos encaixotados, as lembranças estagnadas, mas também os sonhos. É no sótão o contato com os múltiplos céus.

Toda casa guarda um porão, asilo dos sentimentos inconfessos, onde se depositam as angústias, onde o corpo evita entrar. O porão, com suas paredes de um lado só, é túmulo que se pode visitar.

A casa está vazia. É tempo de cuidar do chão. Os aplanadores pediram licença para entrar e já estão fazendo o seu trabalho. Ao raspar o assoalho dos cômodos imaginários, descobrem devaneios. 

O chão diz muito.

Felipe Moratori

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Aula com Leticia Nabuco





fotos: renata meffe


Respiração,
mãos,
o contato com o chão,
energização,
novos caminhos da percepção...
um aulão!!!